terça-feira, 1 de dezembro de 2009

GESTÃO EM TEMPOS DIFÍCEIS


Após uma sucessão de más notícias, a economia global vem acenando, enfim, com melhores indicadores de desempenho, embora ainda incipientes para se afirmar que o mundo está em franca recuperação. A economia começa a retomar as condições “normais”, mas já se estabelece uma nova conduta no mercado, onde a turbulência se torna aspecto permanente do ambiente.Em virtude desta nova realidade, as empresas precisam desenvolver sistemas de rápida detecção e reação a mudanças. Para tanto, a adoção de uma visão ampla e prudente é fator determinante para preservar os negócios em tempos de crise.

Essa abordagem exige das empresas a capacidade de analisar profundamente as variáveis do ambiente no qual está inserida, bem como antever cenários que possam ocorrer a curto prazo. Nesse contexto, o planejamento estratégico traçado para três ou cinco anos torna-se um instrumento que pode levar a empresa ao fracasso, caso não seja revisto periodicamente. Cenários nunca antes imaginados podem desequilibrar os pilares de sustentação de uma empresa e, por isso, faz-se necessária a revisão constante do planejamento operacional, a fim de adequar o direcionamento da empresa.Umas das primeiras medidas, face a este ambiente de crise, é o corte drástico de custos, o que pode restringir a capacidade de crescimento quando o ambiente econômico for mais favorável.

O corte de custos é necessário, muitas vezes, para redimensionar o tamanho da empresa para a nova realidade. No entanto, não se deve aplicá-lo indistintamente, pois, via de regra, implica queda de desempenho. Um exemplo disso é ceifar os investimentos em marketing, justo uma das áreas que têm por objetivo principal a fidelização e desenvolvimento de clientes.A crise econômica também revela muitas oportunidades, e uma delas é conhecer ainda melhor os clientes. É nesse momento de turbulência que a empresa deve se adaptar aos novos anseios de seus clientes/consumidores, visto que os hábitos de consumo podem estar mudando. Por isso, fique perto deles.Mantenha os talentos. São eles que irão pensar e executar as metas estabelecidas. Demiti-los ou não valorizá-los pode ser uma estratégia equivocada, comprometendo os resultados a curto e a médio prazo.

Quando a situação melhorar, provavelmente a empresa terá que recontratar bons profissionais, o que muitas vezes pode custar mais caro.Fortaleça os produtos/marcas mais fortes. Ao contrário do senso comum, que prega cortes drásticos durante a crise, as empresas que possuem um caixa saudável devem investir ainda mais nas suas marcas e produtos mais importantes. Projetos que ainda levarão muito tempo para se consolidar, a princípio, devem ficar parados neste momento. É hora de explorar ainda mais os fatores positivos que dão retorno à empresa.Preserve o caixa. A administração voltada para a preservação e otimização do caixa minimiza os impactos negativos da crise, além de manter a capacidade de investimento no giro das operações. Dessa forma, o planejamento de capitais se constitui numa ferramenta indispensável para a gestão financeira da empresa.

De modo geral, apenas uma pequena parcela das empresas consegue visualizar o mar de oportunidades que uma crise econômica pode revelar. No entanto, medidas sensatas e pró-ativas, baseadas em um rico planejamento, determinarão quais empresas sairão bem-sucedidas desta crise e quais irão fracassar.


por Gabriel Biesdorf Ely, consultor em economia e finanças.


Luzia Silva.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

VELOCIDADE NA ADMINISTRAÇÃO


Parece que agora o mundo se divide entre os rápidos e os lentos e isto não é uma mera questão metafórica, nações inteiras enfrentam um fato inexorável: a sobrevivência do mais rápido. Obviamente isso afeta diretamente as empresas, que não podem "ficar para trás" sob o risco de suas próprias extinções.
Necessitamos estar atentos para alguns choques culturais e administrá-los da melhor forma possível. Por exemplo algumas parcerias entre empresas malogram quando um fornecedor mais lento deixa de cumprir os prazos combinados, e isso em parte ocorre porque os funcionários da empresa mais lenta desconhecem o quão importante é o tempo para a empresa parceira, não fazem idéia dos prejuízos advindos do atraso. Mas por que isso ocorre? Porque é preciso fazer com urgência uma mudança de cenário, ver como o cumprimento dos prazos é importante e colocar-se no lugar da outra empresa, fato que dificilmente ocorre no mundo empresarial.
Podemos trazer isto para o dia-a-dia das organizações, observamos empregados que vivem no "ritmo tartaruga" sem se importar com o restante da empresa, pessoas assim precisam urgentemente romper com velhos paradigmas que são expressos em frases como: "é devagar que se vai ao longe", "os últimos serão os primeiros", e outras que não coadunam mais com o cenário atual de constantes mudanças. Mas é importante estarmos atentos para a relação rapidez X desempenho. Faz-se necessário compreender que uma não é oposta a outra e sim devem caminhar juntas, tarefas devem ser feitas com rapidez e eficiência, assim o bom desempenho será conseqüência.
Não podemos no entanto, sair correndo sem um rumo, sem objetivos previamente estabelecidos pela equipe de trabalho, aliás, obviamente objetivos tem necessariamente prazos, estabeleça-os e cumpra-os, mas com em tudo na vida devemos flexibilizar, acidentes de percurso acontecem, principalmente em um mundo globalizado e interdependente como o atual.
Podemos ainda fazer algumas analogias com algumas empresas em busca do ideal. Existem basicamente cinco tipos de empresas ou administradores quanto a velocidade e comportamento diante do mercado:
1) A Empresa Carroça - é aquela que ainda vive na Era da Pedra, se utiliza de tecnologias ultrapassadas e já está em fase de extinção por ser lenta demais.
2) A Empresa Carro - esta já possui um motor que pode impulsioná-la a maiores velocidades, usa tecnologia moderna, mas não o suficiente para competir em alta velocidade.
3) A Empresa Trem - por sua vez, esta alcança grandes velocidades, vive num ritmo frenético, tão rápido que não consegue observar os detalhes, nuances do mercado em que se encontra.
4) A Empresa Avião - é aquela que voa, utiliza a tecnologia de ponta, pode alcançar grandes alturas, entretanto tende a ver o mercado muito do alto, pode ficar sem combustível e desabar no chão.
5) A Empresa Helicóptero - também voa, se utiliza de tecnologias modernas, alcança boa velocidade, entretanto voa alto (tem visão panorâmica) e voa baixo(observando os detalhes), poder-se-ia dizer que é a empresa ideal quanto a velocidade.
Poderíamos fazer analogias ainda com diversos outros meios de transporte, mas estes cinco exemplos já são o suficiente para fazer-nos refletir sobre como estamos nos comportando dentro de nossas empresas e como as mesmas estão no mercado, de forma a que busquemos o aperfeiçoamento suficiente para estarmos com a velocidade adequada, preferencialmente situados na vanguarda.

Claudio de Oliveira Cabral - Consultor em RH Pós graduado em Comportamento Humano nas Organizações
fonte:http://www.rhportal.com.br/artigos/wmview.php?idc_cad=opf9hguir

Luzia Silva

Conselho de administração vai disciplinar curso de tecnologia



Os conselhos regionais de administração do país passarão a regulamentar o exercício profissional dos diplomados em cursos superiores de tecnologia na área de administração. A resolução Normativa CFA n° 374, que trata deste tema, foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana.

De acordo com o dispositivo, para efeito de regulamentação, serão considerados como cursos de graduação em tecnologia da administração aqueles regulamentados pelo Ministério da Educação e dispostos no Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia.

Segundo o coordenador de supervisão da Secretaria de Educação Profissional do MEC, Aléssio Trindade de Barros, a norma do Conselho Federal de Administração (CFA) confere maior inclusão desses profissionais no mundo do trabalho, com dignidade e atuação plena, em conformidade com a formação acadêmica recebida.

Aléssio lembrou que as maiores ofertas nacionais de cursos superiores de tecnologia estão na área de administração, como os cursos superiores de tecnologia em gestão de recursos humanos e o de marketing. Além disso, escolas e alunos há muito pleiteavam que o Conselho Federal e os conselhos regionais tivessem uma maior atuação no reconhecimento profissional dos tecnólogos.

Para Aléssio, a medida é coerente com a política de organização da educação tecnológica e valorização social dos profissionais tecnólogos. Acrescentou que vincular essa norma ao Catálogo Nacional de Cursos é uma demonstração desse alinhamento.

Com a finalidade de orientar e disciplinar o exercício da profissão, conforme descrito na Lei n° 4.769/65, o CFA tem a responsabilidade de regulamentar e fiscalizar a atuação profissional nos campos da administração. O conselho debate agora os mecanismos para viabilizar o registro profissional dos tecnólogos.

Wendel Melo.

domingo, 29 de novembro de 2009

O NOVO MERCADO, AS NOVAS EMPRESAS, E O NOVO CLIENTE.

O novo mercado obviamente exige um novo profissional, aquele estereótipo que antigamente chegava de manhã picava o cartão, fazia o básico, e ia embora às seis da tarde em ponto já não existe mais, as empresas estão buscando cada vez mais profissionais que sejam capazes de contribuir com a empresa em todos seus aspectos, e não só na sua função específica. Conhecimento está sendo exigido em todos os níveis da hierarquia, então o profissional de hoje não pode se ater somente ao conhecimento do que ele realiza na empresa, mas dar idéias, sugestionar, promover o endomarketing é fundamental.

Exige-se cada vez mais dos colaboradores, então estar “antenado” na atualidade e em tudo que surge no mercado voltado para o ramo específico de trabalho ajuda a promover o profissional e mostrar sua preocupação com a empresa, pois é essa preocupação que os contratadores querem. Dão preferência para pessoas responsáveis, atenciosas, prontas a servir a empresa e vestir realmente a camisa. Esse sim é valorizado no mercado.

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Problemas são comuns em qualquer ramo, mas saber enfrentar esses problemas e achar para eles a melhor solução com o menor custo possível e com a satisfação do cliente é fundamental, por isso os CEO´s das maiores empresas mundiais já não procuram só formação profissional e diploma, mas também habilidades específicas que são cada vez mais raras hoje em dia.

Saber trabalhar em equipe, ter boa dicção, ter estabilidade emocional, saber interpretar situações do dia-a-dia, são apenas algumas dessas exigências, que demonstram a preocupação mais com o lado humano e psicológico do profissional do que com sua formação em si. No entanto algumas pequenas empresas ainda se preocupam com o diploma e muitas vezes escolhem erroneamente profissionais que possuem o tão sonhado papel, mas não tem habilidades que são essenciais para o crescimento da empresa. O destacamento profissional de cada um é diferente, porém pode-se treinar uma pessoa para poder contribuir cada vez mais com a empresa e demonstrar satisfação pelo trabalho, por isso as grandes instituições investem tanto em treinamento e gratificações, já que a satisfação não tem que ser apenas do cliente mas também dos funcionários e afins da empresa.

Investir em cursos de oratória, postura profissional, ética, marketing pessoal, são escolhas certas para quem quer entrar no mercado sem errar, pois todas as habilidades que são exigidas hoje em dia podem ser treinadas e retreinadas quantas vezes forem necessárias até que possa destacar-se no mercado de trabalho. Aquela “preguicinha” de ler um artigo, ou de fazer um cursinho de aperfeiçoamento já não é mais aceitável, o bem mais valioso do futuro será o conhecimento, quem tiver mais informação terá mais oportunidades.

Já é possível identificar no mercado internacional empresas que estão mudando a forma de trabalhar para poder oferecer cada vez mais conforto para seus colaboradores e é claro indiretamente para seus clientes. Horários de trabalho flexíveis, remunerações extras, prêmios por produção, viagens, bonificações, são alguns dos atrativos que oferecem, mas é claro que querem produtividade em troca. A campeã mundial de marketing, a coca-cola, investe em profissionais treinados para oferecer satisfação psicológica aos seus clientes, e não apenas a saciedade da sede, pois o novo cliente já não procura somente a utilidade funcional de determinado produto ou serviço, mas também, procura um prazer oculto por detrás da compra efetuada, uma satisfação, um prazer, uma sensação, algo que o faça sentir-se bem por possuir aquele determinado produto, nem que seja só até o fim da garrafa.

São essas satisfações que as novas empresas procuram, identificar o que o mercado quer, e poder saciar esse desejo crescente que amplia-se diariamente com a expansão do consumismo mundial. O imediatismo é constante, é muito comum ver pessoas pronunciando frases como: “É agora ou nunca”, “Se eu quero, eu quero agora”, “Se não for agora, não quero mais”, notem que em todas as frases a palavra AGORA mantém-se focada, então é esse imediatismo que deve ser saciado e alimentado, pois sabe-se que 50% das compras são feitas por compulsão e não por necessidade. Quem quer algo, quer naquele momento, e não daqui um dia, uma semana, um mês, ou um ano, pois é essa “emoção” da compra que move a maioria do comércio. O prazer de possuir uma marca cara de roupa, ou de usar uma bela jóia, não só pelo fato do valor financeiro, mas também para mostrar o “poder” de possuir um bem que poucos podem ter. Pense bem, um Ferrari é linda, rápida, e tem espírito de potência, porém é pequena, desconfortável, não tem porta-malas, nem tem espete, mas mesmo assim se fizessem uma pesquisa perguntando qual o carro dos sonhos, 9 entre 10 pessoas diriam Ferrari, não somente pelo valor do veículo, mas para poder mostrar para os amigos o seu poder de compra, o comércio varejista mundial tem esse tendencialismo, de satisfazer na hora da vontade, e não na hora da necessidade, poucas pessoas compram algo por necessidade, mas compram pela satisfação de possuir, e é essa satisfação psicológica que o novo mercado está de olho.

Presencia-se diariamente nas propagandas de TV a venda de produtos e serviços que oferecem “prazer” e não somente a utilidade do produto oferecido. Quando se compra algo, escolhe-se pela beleza, pelo tamanho, pelo formato, pela densidade, pela funcionalidade, e por último pelo preço. Então o novo consumidor não quer só preço, mas também aquela sensaçãozinha de prazer que dá quando adquire algo desejado. Parafrazeando a música: “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”.


Artigo escrito por:

Jorge Augusto Monteiro Carriça

Administrador de Empresas – CRA: 23.237

Postado por Vera Alana Nobre Soares

Planejamento estratégico e blá-blá-blá

Muitas empresas, no último trimestre do ano, fazem o planejamento estratégico para os próximos doze meses. Há extensa bibliografia sobre o assunto, mas erros grosseiros são cometidos com freqüência e mantém este processo sob permanente dúvida e forte descrédito. Vejamos alguns equívocos que destroem a força do planejamento:

1. Uso de métodos fora da realidade e contratação de consultores desqualificados para a tarefa. Por exemplo, estabelecer a identidade organizacional (definição de missão, visão e valores) parece um concurso de frases para o Ano Novo e não a discussão séria sobre o negócio (Missão), sobre as maiores metas (Visão) e sobre o comportamento esperado da equipe (Valores).

Esqueça frases para Missão como “Seremos reconhecidos pelo cliente como excelente operador logístico no Brasil e no exterior consolidando relacionamentos de sucesso, satisfação e contínua prosperidade” ou frases para Visão como “desenvolver continuamente o ser humano, objetivando crescimento sustentável e blá-blá-blá”. Para nada servem.

A Missão é o negócio da empresa, sua linha de produtos, a área geográfica onde atua e os clientes. A Visão é uma grande meta e precisa ter indicadores claros, ser numérica e com prazo. Se não quiser, não precisa nem usar estes termos. Basta discutir no
planejamento o seu negócio e suas grandes metas. É o suficiente.

2. Uso do brainstorming. Tempestade cerebral, “deixar a criatividade fluir” ou outras baboseiras são coisas de amadores ou de burros motivados. Planejamento se faz com dados, com ciência e com evidências. Fazer a famosa SWOT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) utilizando a “sessão de palpites” é o mesmo que fazer check-up sem instrumentos e exames, uma boa opção apenas para quem deseja “matar o paciente”. Forças e fraquezas devem ser analisadas a partir da avaliação dos processos da empresa, seus indicadores numéricos e suas não-conformidades.

Faça uma rigorosa auditoria interna antes do planejamento e use seus resultados para identificar o que funciona bem e o que funciona mal em sua empresa. Ameaças e oportunidades devem ser identificadas pelas melhores pessoas do negócio com a ajuda eventual de gente de fora. Perguntar para um monte de gente que passa o tempo inteiro trancado dentro da empresa quais oportunidades e ameaças eles enxergam no mercado equivale a perguntar para um cego o que ele está vendo do outro lado da rua.

3. Fazer o planejamento sem começar pela avaliação da equipe. Como planejar certo com as pessoas erradas ou despreparadas? Planejamento é como um projeto e um projeto que começa com a equipe errada está fadado ao fracasso.

4. Usar dados em demasia e distantes da realidade da empresa, gerando books pesados e de difícil compreensão. Planejamentos pesados demais causam náuseas e não vão ser colocados em prática. Vamos buscar a “perfeição necessária” e ela normalmente é muito simples.

5. Encarar o planejamento como um evento e não como um processo. Planos de ação, incluindo os chamados “estratégicos”, devem ter a agilidade de uma agenda: fáceis de atualizar. O inimigo e o mundo movem-se com muita rapidez para que não façamos revisões freqüentes em nossos planos.

6. Definir planos em excesso. Fazer poucos planos é inteligente, só há tempo para poucos mesmo. O tempo com a rotina e o IMPONDERÁVEL (o tempo que será gasto com o imprevisível) tem prioridade sobre a melhoria. Fazer planos em demasia gera frustração e perda de foco, pois as equipes trabalham muito e sempre estão “devendo”. Ninguém precisa disto.

7. Definir metas absurdas, inexeqüíveis, otimistas demais. A visão conservadora sempre é a melhor. Com metas “bonitas” mas irreais, muitas empresas se preparam também para gastar e gastam mesmo. A receita, entretanto, não aparece!

8. A capacidade de planejar não se resume a uma “bola de cristal” em uma imersão em hotel uma vez ao ano. Você precisa deste evento, mas o planejamento deve ser uma agenda, olhado e ajustado todos os dias.

9. Falta de acompanhamento. Muitas diretorias apenas checam os indicadores e as metas mensalmente, mas não olham os planos de ação.

10. Diretrizes confusas da diretoria. Pouca análise, pouca informação, muita confusão. Muitas palavras sem sentido (governança, fatores críticos, direcionadores, intenção estratégica etc.) pioram a situação. Divida tudo em metas e planos de ação e esqueça a diferença entre tático e estratégico, entre eficiência e eficácia e outras bobagens.

Com todos estes erros, não é à toa que muitos profissionais “não creiam” em planejamento, algo já não muito aderente à nossa própria cultura. É uma lástima tamanho desperdício.


Postado por: Natasha Mendes Cavalcante

sábado, 28 de novembro de 2009

Como Criar uma empresa e mantê-la no mercado

Criar uma empresa com certeza nunca foi uma tarefa fácil. Existe todo um processo que envolve uma série de pesquisas e planejamento de acordo com o foco comercial de cada empresa a ser criada.
Dados do SEBRAE mostram que a mortalidade das novas empresas no Brasil é em torno de 22% no primeiro ano de atuação.
Com base nesses dados podemos perceber que o primeiro ano de vida de uma empresa é crucial para a sua desenvoltura mediante um mercado globalizado e tão concorrido com concorrentes cada vez mais competentes.
A possibilidade de uma empresa se desenvolver sem um bom planejamento é quase nula, já que saber onde atuar, o que vender e pra quem vender já está sendo considerado o básico.
Segundo Roberto Bellucci são imprescindíveis ações de curto prazo para quem não analisou o mercado onde quer atuar e não tem um bom planejamento empresarial, como:
“-Reavaliar o mercado - clientes, concorrentes e fornecedores s;
-ajustar (ou implantar, se não tiver) os controles - estoque, venda, contas a pagar/receber, clientes, custos, preço de venda e fluxo de caixa;
- alinhar os perfis e as funções dos funcionários;
- verificar se os produtos ou serviços atendem às necessidades do mercado.”(Bellucci, Roberto;200?)
Percebe-se que cada vez o mercado está mais competitivo, que por causa do grande número de informações os consumidores estão cada vez mais exigentes, para não ir ao fundo o que se tem a fazer é adaptar-se as novas condições que o mercado e a economia estão nos impondo.Para tentar acertar é necessário buscar respostas no desenvolvimento da empresa,manter uma estratégia para não ser atropelado pelos concorrentes, e caso isso ocorra o jeito é “concertar a roda do automóvel em movimento”.
Afinal quem detém o conhecimento tem o mercado na mão.
Escrito por: Carla Gabriela Geraldino
Yuriana Flor

Onda de Fusões e Aquisições: Tamanho é Documento?

A recente onda de fusões e aquisições entre empresas que já são grandes tem levantado a velha discussão sobre o tamanho ideal de uma empresa e sobre as vantagens e desvantagens desse tipo de estratégia.As novas gigantes que se formam — fruto de uma fusão e aquisição — conseguirão ter maior valor que o que tinham antes da operação? Nem sempre uma consolidação gera valor adicional para a nova empresa que surge. As vezes até piora.Tem casos em que a empresa compradora acaba destruindo o valor que uma empresa menor, mais empreendedora e mais focada, tinha antes. A menor acaba engolida e perde o foco, perde talentos e acaba perdendo o que a diferenciava.Qual o tipo de expectativa de geração de valor quando ocorre uma fusão ou aquisição?
Clientes querem melhoria de serviços e atendimento;
Investidores querem maior rentabilidade e valor de mercado;
Colaboradores querem melhor condições de trabalho, maior orgulho de pertencer e oportunidade de desenvolvimento profissional. E o que ocorre?
Insegurança inicial, medo de perder emprego, medo do inevitável enxugamento “receio” de que a busca de maior eficiência operacional com redução de duplicidade acabe gerando desempregos localizados. VLOR DIMINUI!
Aumento de base de cliente nem sempre significa melhoria pois quando a logística e a infraestrutura da empresa não estão preparadas, o aumento da base de clientes e a duplicidade de processos acabam prejudicando clientes – VALOR DIMINUI!
Aumento de tamanho nem sempre significa maior valor de mercado, as vezes o aumento de faturamento implica em menor rentabilidade e menor valor de ações e de dividendos, alem de endividamento. VALOR DIMINUI! Quais os motivadores de uma fusão ou aquisição?
Oportunidade de compra / necessidade de venda: porque um concorrente ou empresa complementar está em dificuldades financeiras, etc;
Oportunidade de maximizar sinergias: o alvo da compra possui algum diferencial que permite a compradora complementar seu portfólio, ou expandir em novos mercados onde a outra já atua, etc, ou usar uma tecnologia diferenciada, etc;
Motivadores pessoais: a compra vai a curto prazo dar a impressão de aumento de valor, mas a longo prazo não se sustenta. Quando funciona?
Quando a compra mantem a empresa no CORE BUSINESS, em vez de dispersar a empresa em diversificações que tiram o foco;
Quando as 2 culturas tem similaridades e evitam a inevitável “pororoca cultural” que muitas vezes forçam “2 almas a viverem no mesmo corpo”;
Quando o crescimento não sufoca o grau de empreendedorismo;
Quando o foco é na OPORTUNIDADE e na SINERGIA e não na NECESSIDADE / OPORTUNISMO. Gigantismo é uma ilusão. Tamanho não importa, o que interessa é a capacidade de gerar valor para os diversos stakeholders.Infelizmente a maioria das f& a frustram a expectativa de gerar maior valor e criam mais problemas adicionais a serem gerenciados.Para aumentar a chance de sucesso a ênfase tem de ser mais na Gestão do Intangível (cultura empresarial resultante, confiança das pessoas, satisfação dos clientes, percepção da comunidade, segurança a fornecedores, tranquilidade a investidores e credores, etc…) do que apenas a aspectos tangíveis de capital, mercado, jurídico, etc.


Fonte:http://www.administradores.com.br/artigos/onda_de_fusoes_e_aquisicoes_tamanho_e_documento/36223/


Postado por: Natasha Mendes